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POLÍCIA JUDICIÁRIA CIVIL

De Cara Limpa Contra as Drogas orienta alunos sobre a prática do bullying

18/06/2016 - 09:04

Camila Molina | PJC-MT

Buscando trabalhar diferentes assuntos do cotidiano do jovem em idade escolar, o Programa De Cara Limpa Contra as Drogas, desenvolvido pela Polícia Judiciária Civil,  adotou entre os temas abordados, o “Bullying”, para orientar alunos de escolas de Cuiabá, Várzea Grande e do interior do Estado. Na última quinta-feira (16.06), sessenta alunos do 8º ano da escola estadual Tancredo Neves, na capital, se reuniram para conhecer um pouco mais sobre o bullying e as consequências dessa prática.

Tratado como um complexo fenômeno social entre os adolescentes, o bullying entrou no roteiro de palestras do De Cara Limpa Contra as Drogas, após a equipe do programa perceber a amplitude e a necessidade de trabalhar o tema dentro da escola, principal local de ocorrência.

A violência física ou psicológica, que muitos jovens enfrentam, vem ganhando cada vez mais espaço na mídia e nas discussões entre os profissionais da educação. Abordar o assunto com os próprios jovens é uma das estratégias para combater e prevenir a atuação.

A escrivã, Maristene Aparecida Sales, que atua como palestrante voluntária do programa há quatro anos, conta que no início ela trabalhava com a palestra, “A importância da família e da Escola”, em que o tema “bullying” já era abordado. “Vendo a reação dos alunos durante a exposição do tema, a equipe percebeu que o assunto tinha grande potencial para ser trabalhado com os jovens”, disse.

A palestra ministrada pela escrivã aborda várias questões sobre o tema, como o conceito, diferentes tipos de bullying, causas e consequências. A palestrante explica que bullying é uma situação de violência, caracterizada por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas e que é crime quando praticado por um adulto e ato infracional quando cometido por adolescentes.

“Quando começamos a conversa com os alunos, eles dizem que sabem o que é o bullying, mas o que eles não sabem é que a prática é uma violência e que existem consequências”, explicou.

A adolescente Maryanna Torquatro, 13, que participou da palestra contou que grande parte do que foi mostrado na palestra acontece dentro da escola e fora dela. “Aquele que agride um colega, muitas vezes acredita que está fazendo apenas uma brincadeira, mas está machucando a pessoa física e psicologicamente”, disse.

Para a diretora da escola, Márcia Jamil, trabalhar temas de forma pedagógica e não repressiva contribui para que o aluno entenda melhor a mensagem transmitida. “Esses alunos vivenciam diferentes tipos de violência em seu cotidiano e até mesmo dentro de casa, fazendo com que a tendência seja a exteriorização deste comportamento”, explicou.

“A abordagem do tema faz com que eles reflitam sobre como agir diante de uma situação de risco e também a importância de respeitar o próximo”, disse.

Interiorização do Programa

 Um evento organizado pela equipe do De Cara Limpa Contra as Drogas de Barra do Bugres reuniu, na sexta-feira (17.06), mais de 1000 estudantes de oito escolas públicas estudais e municipais. A programação do evento, realizado no Ginásio de Esportes Arlindo Buck, em Barra do Bugres, contou com palestras e apresentações culturais dos alunos, além de sorteio de prêmios.

Para o delegado regional de Tangará da Serra, Alexandre de Moraes Franco, a orientação e o trabalho preventivo realizado com os estudantes é um dever da Polícia. “É uma honra saber que a instituição valoriza o trabalho educativo e através do De Cara Limpa contra as Drogas é capaz de realizar um evento que reúne tantos jovens”, disse.

O Programa 

O De Cara Limpa Contra as Drogas é um programa de prevenção ao uso de drogas lícitas e ilícitas, que nasceu em 2008, no município de Campo Novo dos Parecis, e desde  o ano  de 2009 é executado em escolas de Cuiabá e Várzea Grande, sendo levado também para municípios do interior do estado.

O programa desenvolve ações preventivas junto às escolas, universidades, igrejas, clubes sociais, associações de bairros, e, principalmente, com famílias de crianças e adolescentes em situação de risco. O envolvimento do público alvo se dá por meio de palestras, oficinas e gincanas, concursos de frases, campanhas publicitárias, teatro e paródias referentes ao tema, teatro de fantoche com estórias relacionadas a drogas, além de atividades desportivas e culturais.

 

 

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